Acompanhar os movimentos do mercado é essencial para empresários que buscam se antecipar às transformações tecnológicas e às mudanças no comportamento de consumo que impactam o setor. As tendências tecnológicas para 2026 colocam dados e inteligência artificial no centro das estratégias operacionais.
No varejo, essas tendências vêm sendo reforçadas por análises e discussões recorrentes nas últimas edições da NRF Retail’s Big Show, destacando avanços relacionados ao uso estratégico de dados coletados em todas as interações do consumidor para elevar a experiência do consumidor.
Já na NRF de 2025, por exemplo, destaquei em várias publicações que a inovação está moldando o varejo de forma irreversível, a partir de tendências como a inteligência artificial autônoma, cibersegurança e o poder dos dados, que combinados trilham um importante caminho para a hiperpersonalização.
Como veremos a seguir, essas tendências se confirmam, a partir do aumento dos investimentos em:
- Integração operacional para jornadas de consumo mais simples
- Aplicações “invisíveis” de IA e automação
- Decisões estratégicas cada dia mais orientadas por dados, com suporte de Agentes de IA.
No Brasil, essas tendências ganham contornos ainda mais relevantes diante do crescimento do varejo omnichannel, do avanço do e-commerce descentralizado e da pressão constante por eficiência operacional.
Quais são as principais tendências para o varejo em 2026?
As tendências do varejo para 2026 convergem em quatro pilares fundamentais:
- Simplicidade na jornada do consumidor como diferencial competitivo
- Tecnologia com propósito estratégico e ROI mensurável
- Inteligência artificial invisível integrada aos processos
- Estratégias orientadas por dados em tempo real, se possível com apoio de Agentes de IA
Cada uma dessas tendências responde a desafios específicos do varejo moderno e exige investimentos direcionados em tecnologia e capacitação.
Por que a jornada simples se tornou tendência no varejo?
Em 2026, a simplicidade da jornada do consumidor se consolida como diferencial competitivo central, exigindo integração tecnológica que elimine fricções entre loja física, digital e operações internas.
A centralização de operações surge como pilar estratégico, permitindo padronizar processos, manter controle à distância e garantir experiências consistentes independentemente do canal escolhido pelo consumidor.
Estoques preparados para mudanças rápidas de preferência, aliados a estratégias omnichannel, tornam-se essenciais para atender clientes que trafegam entre ambientes físicos e digitais.
Nesse sentido, a integração entre canais, logística e gestão operacional passa a ser um alicerce para experiências positivas dos consumidores e para o desempenho financeiro das redes varejistas.
É simplesmente impossível pensar no futuro do varejo sem a centralização dos dados, operações e decisões estratégicas.
Tecnologia com propósito
Em 2026, mais do que uma simples tendência passageira, os investimentos em tecnologia devem estar diretamente conectados aos objetivos estratégicos de cada operação. Mais do que uma tendência passageira, essa orientação se torna regra no mercado.
Soluções tecnológicas precisam gerar:
- Eficiência mensurável
- Redução de perdas
- Melhoria operacional
- Ganho claro na experiencia e satisfação do cliente
Neste sentido, ferramentas isoladas perdem espaço para ecossistemas integrados, nos quais diferentes aplicações conversam entre si e apoiam decisões em tempo real.
Para garantir decisões melhores, ganha força a adoção de Agentes de IA, com capacidade de analisar um enorme volume de dados, dando sugestões cada vez mais assertivas para gestores de todas as áreas do varejo.
Aliás, os Agentes de IA foram os grandes protagonistas desse ano, tanto no congresso como nos stands da feira da NRF. Desde aplicações mais simples como organizar uma agenda de reuniões e follow up, até na análise e suporte a decisões complexas sobre precificação e logística.
Esse movimento reforça a importância de parceiros tecnológicos capazes de compreender o modelo de negócio varejista e adaptar soluções às necessidades específicas de cada rede.
Qual o papel da IA nas tendências do varejo em 2026?
A revolução da Inteligência Artificial ganha um novo capítulo em 2026 e passa a atuar como um “pilar invisível”, integrado aos processos e percebido pelos resultados gerados.
IA invisível na prática
Alertas inteligentes, análises automatizadas e interpretação de imagens em tempo real tornam-se recursos esperados para a segurança, agilidade operacional e experiência hiperpersonalizadas de consumo.
A análise de vídeo com IA, por exemplo, evolui rapidamente, permitindo identificar padrões, comportamentos suspeitos e falhas operacionais sem interferir na jornada de compra dos clientes.
Mas agora a IA já oferece sugestões do que se deve fazer para vender mais, por exemplo, ou chamar a atenção para transações suspeitas nos caixas. Tudo isso em tempo real!
Esse uso invisível da inteligência artificial amplia também a eficiência da prevenção de perdas e fortalece a gestão sem criar ruídos com consumidores ou equipes.
Como estratégias orientadas por dados transformam o varejo?
O varejo de 2026 será cada vez mais orientado por dados, com decisões baseadas em informações consolidadas, confiáveis e analisadas em tempo real.
Investimentos globais em big data seguem crescendo – segundo a Grand View Research, a expectativa é que o mercado supere US$ 862 bilhões em todo o mundo até 2030 – impulsionados pela necessidade de transformar grandes volumes de informações em insights acionáveis para o negócio.
No setor varejista, essa tendência se manifesta através de:
- Dados operacionais: monitoramento de processos em tempo real
- Análise de imagens: identificação de padrões de comportamento
- Informações de estoque: gestão preditiva de inventário
- Comportamento do consumidor: personalização de experiências
Esses dados passam a compor uma visão integrada da operação, sendo essencial para áreas que vão do marketing à segurança das lojas.
Diante desse cenário, torna-se cada vez mais claro que acompanhar essas transformações exige não apenas tecnologia, mas também visão integrada de processos, dados e operação.
Eficiência operacional como base para o futuro do varejo
O avanço dessas tendências evidencia que o futuro do varejo será cada vez mais orientado a busca da eficiência em todas as camadas de gestão do negócio.
Não basta vender, tem que gerar margem, não basta atender, tem que encantar, não basta evitar a ruptura, não pode sobrecarregar estoques, não basta ter caixas rápidos e loja bonita, é necessário evitar erros, fraudes e furtos.
O avanço tecnológico, em particular da IA, é sim um grande aliado para tudo isso, mas como ouvi recentemente: “Se a tecnologia não der ROI, é apenas distração”.
Não há atalhos, comece pelo básico, selecione com cuidado os parceiros de tecnologia para essa grande jornada que está apenas começando!



