Ao visitar lojas de diferentes segmentos na Europa, um detalhe chama a atenção de quem atua com prevenção de perdas: a presença quase natural das antenas antifurto nas entradas e saídas das lojas. Em muitos mercados europeus, o EAS na prevenção de perdas já é tratado como uma solução consolidada, não apenas pela tecnologia embarcada, mas principalmente pela confiança construída ao longo dos anos em sua capacidade real de inibir furtos e entregar resultados consistentes.

No Brasil, o cenário ainda é diferente. Apesar do avanço do setor, a presença dessas soluções ainda é muito menor em comparação com o varejo europeu. Isso levanta uma reflexão importante: se a maioria das lojas europeias já considera o EAS um investimento essencial, por que o varejo brasileiro ainda adota essa tecnologia de forma mais limitada?

“A prevenção de perdas precisa subir na agenda para ter o significado estratégico que já tem na Europa.” — Tom Christensen, executivo dinamarquês ligado à expansão internacional da Inwave e atual CEO da Gateway

A fala resume uma diferença importante entre os dois mercados: na Europa, a prevenção de perdas costuma ocupar um espaço mais relevante dentro da gestão do negócio, enquanto no Brasil ainda é comum que o tema permaneça restrito a uma função operacional.

Quando a prevenção deixa de ser reação e passa a ser estratégia

Em boa parte do varejo europeu, a prevenção de perdas deixou de ser tratada apenas como uma resposta ao furto. Ela passou a ser vista como uma área diretamente ligada à rentabilidade, à eficiência operacional e à experiência do cliente.

Isso ajuda a explicar por que o EAS se tornou tão presente em lojas de moda, supermercados, farmácias e grandes redes especializadas. Mais do que proteger produtos, o sistema representa uma decisão estratégica baseada em três fatores:

  • redução comprovada de perdas
  • padronização da proteção entre lojas
  • maior previsibilidade operacional

Quando a empresa enxerga a prevenção como parte da gestão, a tecnologia deixa de ser um custo e passa a ser um investimento mensurável.

Por que a Europa adotou o EAS em larga escala?

A ampla presença das antenas antifurto no varejo europeu não aconteceu apenas por uma questão tecnológica. Ela reflete uma visão mais madura sobre o papel da prevenção dentro da operação.

Enquanto no Brasil muitas empresas ainda discutem se vale a pena investir em proteção, em diversos mercados europeus a pergunta já mudou para: como tornar a prevenção ainda mais inteligente?

Essa mudança de mentalidade faz com que a tecnologia evolua junto com a estratégia. Em vez de atuar isoladamente, soluções de proteção passam a gerar informações relevantes para a operação e apoiar decisões mais rápidas.

Durante a entrevista, Christensen reforça justamente esse ponto ao destacar que as perdas não surgem de uma única origem:

“As perdas não vêm de uma única fonte. Elas vêm de muitas fontes.”

A partir dessa visão, o papel da prevenção deixa de ser apenas impedir furtos e passa a identificar vulnerabilidades em diferentes etapas da loja.

Ao longo da conversa, ele explica como essa maturidade ajudou o varejo europeu a transformar sistemas tradicionais de proteção em ferramentas cada vez mais conectadas à gestão da operação:  uma evolução que começa a ganhar força também no mercado brasileiro.

Da proteção física à inteligência operacional

É nesse cenário que a evolução da tecnologia ganha relevância. A união entre a tradição da Gateway em soluções EAS, presente em milhares de lojas ao redor do mundo, e a experiência da Inwave em inteligência para o varejo mostra como a prevenção pode avançar para um novo patamar.

Com a plataforma Darwin, a proteção física das antenas EAS, câmeras e outros dispositivos, pode ser combinada com:

  • monitoramento em tempo real
  • análise de eventos
  • correlação entre ocorrências
  • identificação de vulnerabilidades operacionais
  • apoio à tomada de decisão

Na prática, isso significa que a prevenção deixa de atuar apenas no momento da perda e passa a contribuir para a eficiência do negócio como um todo.

O que o varejo brasileiro pode aprender com esse modelo

Talvez o maior aprendizado para o mercado brasileiro não esteja apenas na tecnologia, mas no posicionamento da própria prevenção de perdas dentro das empresas.

Quando o tema ganha relevância estratégica, toda a operação se beneficia. E isso também fortalece o papel dos profissionais da área, que deixam de atuar somente como responsáveis pelo controle de ocorrências para assumir uma função mais analítica e integrada ao negócio.

Esse movimento valoriza a prevenção de perdas como uma área capaz de contribuir com:

  • proteção da margem
  • melhoria de processos
  • redução de desperdícios
  • aumento da eficiência operacional
  • apoio à tomada de decisão da liderança

Mais do que reduzir perdas, a área passa a gerar inteligência para o varejo.

Um novo espaço para a prevenção de perdas

O varejo brasileiro já vem amadurecendo sua visão sobre prevenção, mas ainda existe uma oportunidade importante de evolução. O exemplo europeu mostra que, quando a prevenção de perdas ganha espaço na estratégia da empresa, ela deixa de ser apenas uma necessidade operacional e passa a se tornar um diferencial competitivo.

No fim, a principal lição talvez seja esta: tecnologia importa, mas o que realmente transforma resultados é a forma como o varejo escolhe enxergar a prevenção dentro do negócio.

E, nesse processo, contar com um parceiro de tecnologia confiável pode acelerar essa transformação. Mais do que fornecer equipamentos, o varejo precisa de empresas capazes de reunir tecnologia de ponta, conhecimento operacional e visão estratégica, apoiando a evolução da prevenção de perdas como uma área cada vez mais relevante para a eficiência e para o crescimento sustentável.

Esse é justamente o movimento que vem consolidando a atuação da Inwave, empresa que hoje conecta milhares de pontos de venda e vem ampliando sua presença internacional ao combinar inteligência operacional, software e hardware especializado para o varejo físico em diferentes mercados.